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Apresentação

Publicado: Terça, 08 de Janeiro de 2019, 10h57 | Última atualização em Quinta, 23 de Maio de 2019, 09h09 | Acessos: 578

O Museu Amazônico é um órgão suplementar da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e atua como apoio à pesquisa, ao ensino e à extensão em áreas fundamentais para o conhecimento da Amazônia e de suas culturas. Criado em 1975 e implementado somente no ano de 1989, encontra-se sediado na Rua Ramos Ferreira,1036, no centro histórico da cidade de Manaus.

O Museu possui 06 divisões: Antropologia; Arqueologia; Difusão Cultural;  Museologia, Pesquisa e Documentação Histórica e Paleontologia e Mineralogia, além de uma Biblioteca Setorial especializada em assuntos relacionados à Amazônia.

Conta também com um vasto acervo documental, etnográfico e arqueológico que está disponibilizado para os pesquisadores. Dentre suas atividades o Museu organiza e promove exposições temporárias e de longa duração com vistas à divulgação de seu próprio acervo, bem como disponibiliza seu espaço para mostras individuais artísticas que de alguma maneira se identifiquem e traduzam o perfil do Museu Amazônico.

Estima-se uma frequência de 3 mil visitantes anuais aos espaços de exposição do Museu, especialmente estudantes de nível fundamental e médio, universitários, turistas nacionais e internacionais e a comunidade em geral. Assim, o Museu Amazônico cumpre sua missão de preservar e valorizar o patrimônio histórico e cultural da Amazônia.

 

Museu Amazônico - História e Memória 

 

A História do Museu Amazônico tem seu início na década de 1970, quando já se encontrava esboçado nos Estatutos da Universidade a criação de um museu cuja construção, conforme o plano de expansão, se daria no Campus Universitário. No entanto, sua criação não se deu de imediato.

Para compreensão do papel atual do Museu Amazônico junto à sociedade, é fundamental contextualizar a criação, em 1979, da Comissão de Documentação e Estudos da Amazônia – CEDEAM como uma instituição de pesquisa no âmbito da Universidade do Amazonas. Em 1980, foi realizada  a reunião de instalação  e inauguração da citada comissão com os seguintes objetivos:

  1. Estimular e desenvolver a pesquisa Histórica, Geográfica, Sociológica e Econômica na região amazônica através da organização e disponibilização do inventário de acervos documentais da região e dos países do então pacto-amazônico.  
  2. Promover intercâmbio e convênio com instituições do Brasil e do exterior.
  3. Criar uma biblioteca regional em articulação com a Biblioteca Central da Universidade do Amazonas para, juntos, promover a publicação de trabalhos de pesquisa de interesse regional.

Com a perspectiva  de organização das fontes tanto primárias quanto secundárias relativas à temática Amazônia, a CEDEAM, através de seu centro de documentação, passou a oferecer as condições necessárias para o desenvolvimento de pesquisas, tanto acadêmicas quanto não acadêmicas,  especialmente no que diz respeito ao processo de colonização da Amazônia, abrangendo um espaço temporal que vai do século XV até meados do século XIX.    

Talvez por compreender que a tarefa de reunir, registrar e catalogar a documentação amazônica existente nos arquivos portugueses estivesse chegado ao fim, a CEDEAM foi extinta em dezembro de 1987 e, por consequência, seu acervo documental e bibliográfico transferido para a Biblioteca Central da Universidade. No entanto, sem tratamento técnico adequado, sem espaço suficiente e sem pessoal qualificado, o acesso à documentação ficou praticamente inviabilizado.

Com uma farta documentação de valor histórico incalculável, aliado a necessidade dos professores, em especial do curso de História, e com a perspectiva da transferência da documentação da Empresa J. G. Araujo para a Universidade, os professores do curso de História juntamente com os alunos passaram a fazer gestão junto à Administração superior da Universidade no sentido de que se promovesse uma reativação dos acervos da então extinta CEDEAM. Assim, a partir de 1988, foram iniciadas as tratativas para a criação de um espaço que tivesse condições tanto de abrigar aquela vasta massa documental como de dar acessibilidade adequada aos futuros consulentes.  

Após várias discussões ficou definido o prédio em que se encontra atualmente  a sede do Museu Amazônico como o local mais adequado para tão nobre tarefa. Desta forma, em 06 de dezembro de 1989, através de portaria do Magnífico Reitor, foi definitivamente implantado o Museu Amazônico. No entanto, provavelmente ansiosos para dar início aos trabalhos de pesquisa na documentação, não foi atentado o detalhe de que o Museu foi implantado sem um setor de museologia, que veio a ser instalado apenas em 1992 com a contratação de um profissional da área. A partir de 1997 foram iniciadas as obras de construção de um espaço anexo ao museu para abrigar a Biblioteca setorial do Museu Amazônico, a Administração do Museu e a reserva técnica do acervo documental. A referida obra foi inaugurada em agosto de 1998. 

A partir de sua implantação, o Museu Amazônico continuamente enriquecia e enriquece o seu acervo, adquirindo-os por cessão temporária e/ou por compra, alguns de valor histórico imensurável. Além do grandioso acervo documental e iconográfico das Empresas J.G Araujo, foram incorporadas ao acervo do Museu Amazônico coleções de alto valor histórico como, por exemplo: Coleção Silvino Santos; Coleção Marcio Souza; Coleção Manuel Bastos Lira, Coleção de fotografias de Manaus e outras cidades do interior do Estado; Coleções etnográficas; e Coleções  de cultura material indígena e ribeirinha. Portanto, como detentor de um rico acervo, o Museu Amazônico, através de suas gestões até os dias atuais, tem como eixo principal a tarefa de organizar, catalogar e  disponibilizar seus acervos com a finalidade de cada vez mais facilitar o acesso à pesquisa e, portanto, a recuperação das informações.

Texto elaborado por: Dysson Teles Alves (Historiador/arquivista)

 

 

 

 

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