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Ciclos do Eldorado

 

            Ciclos do Eldorado, exposição individual do amazonense Otoni Moreira de Mesquita, é continuidade de um trabalho que foi iniciado em 2007, no atelier Vila Venturosa no Rio de Janeiro, quando realizei uma série de gravuras em metal que denominei de “Em busca do Eldorado”, pois tinha como tema imagens que remetiam a referências da cultura pré-colombiana e uma pesquisa que buscava um tom de dourado, que não era puramente material. Em 2012 a pesquisa foi ampliada com experimentações que mesclavam papel reciclado, relevos, e pintura e variados materiais vegetais, que foram expostos na Galeria de Arte do SESC de Manaus. Posteriormente, em 2013, o trabalho ganhou novos elementos e foi exposto, como artista convidado para montar uma sala no Museu Goeldi, em Belém, como integrante do 32 Salão Arte Pará. Em 2014, uma peça deste trabalho foi exposta, denominada de Oferendas da Floresta foi exposta na exposição Amazônia Ciclo de Modernidade, no Centro Cultural Palácio de Justiça, sendo adquirida e exposta no MAR, Museu do Rio de Janeiro, integrando a exposição Pororoca.

            Ciclos do EL Dorado é uma exposição de arte conceitual, portanto, regida por ideias e um discurso crítico e reflexivo sobre a ocupação do planeta, sobretudo, na Amazônia. A exposição é composta por treze instalações que pretendem promover uma reflexão e possível discussão sobre aspectos ambientais e políticos, que nos afetam diretamente. Dentre outras peças, destaca-se: Buscas e Achados, na primeira sala (Dessana) é composta por gravuras e papeis tratados com técnicas mistas, juntamente com a instalação Oferendas Saqueadas que ocupa o centro da sala. Na segunda sala (Tikuna) podem ser vistas e interpretadas alguns ciclos naturais, como: Da água e do Sal; Seres do rio de água Doce; Minha terra tem palmeiras; Tapetes da Floresta; Ciclo Gastronômico. A exposição encerra entre as duas instalações  Promessas de Futuro e a Construção do Deserto.

           Otoni Moreira de Mesquita, tem 62 anos e está prestes a se aposentar do Departamento de Artes da Universidade do Amazonas, onde atuou por trinta anos. O artista desenha desde criança e começou a expor em 1975, portanto, este ano completa quarenta anos de carreira. Realizou mais de uma centena de exposições coletivas e em torno de vinte individuais. Destacando sua participação e premiação em Salões Nacionais.

            Otoni iniciou sua carreira com desenho e pintura a óleo, mas aos poucos foi ampliando, incluindo a pintura acrílica e as técnicas de gravura. Posteriormente ampliou suas possibilidades expressivas com as técnicas de confecção de papel. Ao retornar a Manaus em 1984, o artista passou a desenvolveu uma pesquisa com materiais alternativos e experimentais, incluindo instalações e posteriormente as performances. Somente em 2003 é que passou a desenvolver os recursos da arte digital e do vídeo.